11 de Agosto de 2015.
À minha querida filha Júlia
Oiê filhota! como está?
Olha como você bem sabe estou adorando conhecer novos lugares. Morar aqui em Teixeira de Freitas está sendo uma experiência maravilhosa. Nós já conhecemos tantos lugares, mas aqui encontramos um pouquinho de cada um deles.
Quanto à Universidade, acredite! estou achando tudo novo! Para começar, aqui não temos disciplinas, temos componentes curriculares, você deve estar achando que é só uma forma diferente de denominar a mesma coisa, mas não é. Na verdade além de estuarmos em períodos de quadrimestres, nada comum numa universidade, ainda temos alguns componentes que em nada se parecem com as disciplinas comuns às outras instituições. Outro coisa inovadora é a forma como são abordados os temas, sempre de forma participativa valorizando as experiências de cada um. Temas estes trabalhos em módulos, ou seja, cada aula focando um assunto relacionando-o com a realidade.
Bom, só para você saber, eu gostaria muito que você fizesse um componente em especial, Experiência do Sensível. Na verdade acho que todos deveriam fazê-lo, ele não nos ensina nada novo, simplesmente faz com que resgatamos o que um dia era involuntário e primitivo, a sensibilidade. Não a sensibilidade motora, aquela da simples captação dos sentidos, mas aquela que nos desperta para o simples e importante. Aquela sensibilidade que nos faz seres humanos melhores, que nos permite amar mais, sorrir mais e até chorar mais. Uma sensibilidade tão genuína que até a convivência com o diferente se torna mais fácil. Traz sempre temáticas que nos aproxima de tudo que está em nosso entorno, seja material ou imaterial e ainda reflexões sobre questões atuais de nossa sociedade e como nossos sentidos contribui para nosso julgamento baseando-se em nossas experiências, o que chamamos de memória sensível.
Por isso minha filha falo que estou descobrindo um mundo novo, mas com saberes velhos. O saber que nos ensina a ver e enxergar, ouvir e escutar, falar e sentir nos mais amplos dos sentidos. Aqueles saberes que quando se é criança é instintivo. Sentir como se estivéssemos experimentando pela primeira vez.
Na vida é assim, quando temos a sensibilidade aprendemos a respeitar o meio onde estamos inseridos.
Estou escrevendo esta carta para compartilhar com você minhas novas descobertas e dizer que a amo muito e que em breve estaremos juntas novamente.
Como sei que gosta de coisas novas como sua mãe, lembre-se que o novo não é simplesmente coisas novas, mas pode ser tão inovador quanto, a forma como chegamos à ela.
Como sei que gosta de coisas novas como sua mãe, lembre-se que o novo não é simplesmente coisas novas, mas pode ser tão inovador quanto, a forma como chegamos à ela.
Um Beijo de sua mãe.

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