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| "O mundo é aquilo que seus sentidos permite que ele seja" (Edneia Vidal) |
A última aula (14/07/2015) teve como tema Pensar o Sensível.
Através do texto “O SENTIDO DOS SENTIDOS: A EDUCAÇÃO
(DO) SENSÍVEL- João
Francisco Duarte Júnior” e das frases norteadoras das docentes: Márcia Nunes
Bandeira Roner, Lívia Santos Lima Lemos e Denise Mourão, fomos
levados a refletir sobre como nossa sensibilidade atua em nossas relações
pessoais e profissionais, especialmente na área da educação.
A importância de conhecer integralmente o indivíduo para que
possamos integrar, ou intervir em seu mundo é essencial para agirmos de forma
coerente com sua realidade. Como citaram os autores é preciso conhecer para
atuar. A generalização do indivíduo gera uma relação impessoal, fria, distante
de atingir um resultado positivo para os envolvidos. É necessário olhar o outro
como ser único que possui desejos e necessidades específicos.
Pudemos ainda, repensar o que é realmente importante. Será
que somos movidos pelos nossos verdadeiros sentimentos, ou nos deixamos levar
pelo o que a sociedade espera de nós? Com a corrida incansável pelo poder,
deixamos de nos importar com o que é mais primitivo à nossa existência, o
humano, deixamos nossa capacidade de nos sensibilizar com a dor do outro, com o
cuidar dos indefesos, com o respeito ao próximo e à natureza, de buscar um
convívio harmonioso e principalmente deixamos de ser atuante em defesa do que
realmente queremos.
Quando retornamos à infância, fase onde as obrigações passam
tangenciando as brincadeiras e percebemos como víamos mais, escutávamos mais,
sentíamos mais. Tudo era NOVO, nossos sentidos aguçados permitiam vivenciar
emoções verdadeiras. O que mudou?
O que mudou, é que passamos a enxergar com os olhos do
futuro e não do presente, buscamos ver agora o que, segundo nossas expectativas,
queremos que aconteça amanhã. Antecipamos nossos sentidos para uma realidade
que nunca chega. Direcionamos nosso olhar somente para o que oportunamente
possa contribuir para alcançar um bom cargo numa determinada empresa, ou para
um rapaz que proporcione uma vida conjugal dentro de um padrão social já
pré-estabelecido, ou ainda, coisas que realizem sonhos de outros e não os
nossos. Com isso deixamos de viver e
passamos a vegetar num mundo onde o saber é mecânico, as relações estratégias e
a sensibilidade, sinônimo de fraqueza. Deixamos de ser HUMANO.
Gostaria de fazer uma analogia ao texto de OTTO LARA “Vista Cansada”. Nele tem uma frase que simboliza outra vertente para a anestesia: “De tanto ver, você não vê". Nossos planos
e sonhos estão numa caixinha e tudo que está fora dela, mesmo que façam parte
de nossas rotinas, não a notamos, o diário ainda que chocante se torna comum.
Fechamos nosso mundo e o cercamos pelo egoísmo, o pior é que quase sempre esse
cercado só cabe o EU e os outros são imperceptíveis aos seus sentidos.
Outro destaque no texto é a ideologia do coletivo, da ética
universal do ser humano, da educação através da troca bilateral entre educador
e educando e o respeito à realidade do outro. Isso é nada menos do que a
ideologia freiriana (Paulo Freire). O educador como papel de mediador de um
ensino sensível, onde sua percepção deve estar entrelaçada com o técnico e o
lúdico, o presente e o passado. Formando cidadãos conscientes de seu poder
transformador e, assim, responsabilidade mudar o meio em que vive.
Por fim, gostaria de colocar a palavra que mais se repetiu
na aula e também a que mais me marcou: RENASCENÇA. Que renasça nossa capacidade
de olhar o mundo como um enorme quebra-cabeça e possamos nos posicionar como
peça do mesmo, tão importante quanto à outra. Assim como nos quebra-cabeças, na
vida não podemos ocupar o lugar de ninguém, todos têm seu espaço e importância,
é assim que construímos uma UNIDADE, respeitando e valorizando o papel de cada
um.


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